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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FOGO EM FAVELA

          Até parece novidade o fogo na Favela do Moinho em São Paulo. Se fizermos uma estatística destes incêndios, a gente vai ver que eles são  provocados por grupos econômicos que têm interesses nos terrenos onde elas estão situadas. A Polícia sabe, a Imprensa idem e a Justiça mais ainda, porque é ela, a Justiça, o último bastião garantidor da impunidade. Só o povo não sabe disto, ou melhor, o povo  sabe bem disto, mas não têm armas para se defender. Perguntem aos favelados o que eles acham destes incendios.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DIVISÃO DO PARÁ

A divisão de Estados pode ser realmente benéfica para o Brasil, mas não se pode admitir que se faça tudo de afogadilho, sem fazer qualquer estudo preliminar da viabilidade economica da tal divisão. Talvez se estudos fossem feitos, inclusive do ponto vista geográfico para se fazer uma divisão equitativa, obedecendo-se critérios rigorosos, de forma a contentar a todos as partes envolvidas, não se enconrtrasse hoje a região imersa em ódios paixões que a ninguém ajuda. O brasileiro há de se desprender de egoísmo e paixão e saber encarar os problemas com serenidade e espírito de cooperação. A maneira como foi conduzido o processo de divisão mostra que nenhuma das partes está com a razão. Desarmem-se se tudo se resolverá. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

JESUS BARRABÁS

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     Quando Jesus foi preso, outro jesus se encontrava preso. Era Jesus Barrabás que pertencia à seita dos zelotes, que combatiam as forças de Roma. Ele havia feito uma emboscada e matado alguns soldados romanos. Na época isto se chamava sedícia e sedicioso o que ataca.
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TURMA DO DUQUE DE CAXIAS




    Ex-alunos do Colégio Duque de Caxias se reúnem semestralmente em um dos restaurantes de Salvador, se você é ex-aluno ou ex-aluna, ou conhece alguém que o seja, entre em contato conosco através deste blogue.

domingo, 23 de outubro de 2011

EDUARDO PRADO


A imprensa brasileira deixou passar em branco o centenário da morte do grande brasileiro que foi EDUARDO PRADO. Com certeza obedece ainda, ordens do tio Sam que determinou em 1893 ao Governo brasileiro o confisco de sua obra “A Ilusão Americana”. É o próprio EDUARDO PRADO que na segunda edição do livro, editada em l895 em Paris por Armand Colin Editeurs narra os fatos: " No dia. 4 de dezembro foi posto este livro à venda nas livrarias de São Paulo. Vendidos todos os exemplares prontos nesse dia , foi às livrarias o chefe de polícia e proibiu a venda. Na manhã seguinte a tipografia em que foi impresso o livro amanheceu cercada por uma força da cavalaria, e compareceram à porta da oficina um delegado de polícia acompanhado de um burro que puxava uma carroça. O delegado entrou pela oficina e mandou ajuntar todos os exemplares do livro, mandando-os amontoar na carroça. O burro e o delegado levaram o livro para a repartição da polícia" (p.233). EDUARDO PRADO consciente do que escrevia assim fez sua defesa: "Escrevo um livro sustentando a doutrina política de que o Brazil deve ser livre e autônomo perante o estrangeiro, e adoto o aforismo de Montesquieu, de que as republicas devem ter como fundamento a virtude" (p.236). Denunciou a prisão do jornalista Gomes Cardim que" por ir lendo num bonde a obra proibida, foi levado à polícia "e" o mesmo aconteceu com um cavalheiro, de cujas mãos, na Paulicéia, foi arrancado um exemplar por polícia secreta." (p.234).

Embora pertencesse a aristocracia cafeeira,freqüentasse a alta sociedade brasileira, lusitana e francesa EDUARDO PRADO não se deixou seduzir pelo sonho americano, passando a ser um crítico mordaz da cultura e modo de viver americanos. Privando da amizade de Eça de Queiroz tornou-se até personagem de um dos romances do grande escritor português que o admirava por seu talento, sua elevada cultura e seu posicionamento político. Eduardo Prado foi um grande estudioso da historia e do Direito das Gentes  e com sua obra "A Ilusão Americana" fez um exame crítico da formação norte-americana demonstrando de maneira firme e contundente já naquela época – 1893 - que a democracia americana é uma balela pois nasceu e cresceu sob o signo do uso  indiscriminado da força, desprezo aos negros, índios e imigrantes, ampliando e consolidando seu território com a morte de milhares de pessoas. Denunciou, EDUARDO PRADO, veementemente o assassinato oficial do governo americano através do personagem William Walker, (W.W) cognominado de flibusteiro que a serviço do governo promoveu saques, homicídios e carnificinas terminando por ser preso por um comandante inglês que o obrigou a devolver uma fortaleza roubada em Honduras.Recusando-se a devolver, fugiu mas "foi perseguido, apanhado e o governo de Honduras fê-lo julgar e fuzilar" (p. 74), "... com profundo pesar no seu país, até com enaltação política " (p.75). em seu livro.Vê-se, hoje que nada mudou. Incrível o tom profético da “Ilusão Americana” observe este trecho: "Em pouco tempo, os milionários e os bilionários americanos organizarão exércitos. Havendo dinheiro, há meios para se defender qualquer indivíduo e quem sabe se, no futuro, não haverá guerras individuais como as da idade média? (p.173). Porque: "Em matéria de promessas, de tratados e de compromissos internacionais as repúblicas da América não são difíceis" (p.179) e "a república brasileira, então ainda na primeira das suas sucessivas e diversas ditaduras, foi o primeiro país que cedeu aos desejos dos Estados Unidos, assinando o primeiro tratado comercial que ficará conhecido na história pelo nome de tratado Blaine - Salvador" e" foi motivo para o Brasil ser prejudicado sem a mínima vantagem e deu ocasião a uma grande deslealdade por parte do governo norte-americano" (p.182). "Pois o verdadeiro termômetro da civilização de um povo é o respeito que ele tem pela vida humana e pela liberdade. Ora, os americanos têm pouco respeito pela vida humana. Não respeitam a vida de outrem e nem a própria" (p. 212)

Não é admirável? Como entender tenha sido EDUARDO PRADO esquecido pelos brasileiros? Se fora americano, e, nisto eles são bons, estaria sendo divulgado pelo mundo afora, como um grande intelectual que foi.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011