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terça-feira, 14 de junho de 2016

NORTEAMÉRICA E A HOMOFOBIA













A declaração de Nortemérica de que a motivação do ataque à  boate gay fora a homofobia, não passa de uma declaração por ela mesma, homofóbica, e tem por objetivo encobrir o verdadeiro motivo deste e de todos os ataques que vêm ocorrendo em Norteamérica.

O país tem interesse em esconder o verdadeiro motivo para dar impressão as seus nacionais e ao mundo de que é uma nação segura e de pensamento homogêneo.

Não é verdade, a motivação sempre foi política, no caso específico da boate gay, há de se interpretar que a escolha se deu pela maior vulnerabilidade do local e de seus frequentadores.

Não se obscurece que o Islamismo, como todas crenças religiosas têm um viés homofóbico, mas, este não foi o único motivo, como a própria religião não é motivo para guerras e atentados terroristas, pois que o verdadeiro motivo é econômico e político.

Norteamérica enfrenta um novo Estado, um Estado sem território, dentro de suas próprias fronteiras, a despeito de alardear total segurança e será difícil, senão impossível vencê-lo, porque qualquer cidadão pode-se tornar um combatente.

A farsa, está então, caindo aos poucos. Tanto é verdade que não se lhe dá mais trégua. A tese já anteriormente esposada por nós, neste mesmo blogue, vem se confirmando. É sintomático a informação de que o atirador Omar Mateen fora visto antes na boate, o que confirma a nossa tese. Ele frequentara a boate para estudar o local. Normal, ninguém entra num local sem antes conhecer, só se for um maluco. E olha que os jornais não falaram de loucura, como acontece com os outros casos.

Esta política de esconder a verdade levará Norteamérica a ter uma queda antes do tempo previsto para a queda dos impérios.

Choremos a morte de pessoas. A guerra, e o terror é uma forma de guerra, só aproveita à classe dominante que vive e sobrevive da guerra, a única beneficiária, já que as classes subalternas são algozes e vítimas de si próprias.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TERROR NA FRANÇA?


            Com o ataque em Paris desta sexta feira 13 o ocidente dá uma demonstração de total estupidez e prova de que os avanços científicos e tecnológicos de que tanto se orgulha é um nada diante da miséria, fome e espoliação porque passaram povos da Asia, Africa, Américas e da  própria Europa para enriquecimento cada vez maior de um  grupo,  cada vez mais seleto, deixando à margem das benesses dos avanços conseguidos, um contingente no mundo de mais de 80% de pessoas, formando um potencial de revolta que todo conhecimento humano é incapaz de conter e dar um basta. Todos sabem que o dinheiro pode comprar quase tudo e quase todos, mas não tudo nem todos.
         Há sonhos que o homem não abre mão e, é nesta hora, que luta para defende-los. Chamem terrorismo ou o que quiserem, mas o fato é que é uma luta por ideais, e como ideias só são boas para quem as adota, se olhar por este angulo, a conclusão lógica é que não há ideia boa, nem má. Elas são simplesmente ideias. Neste passo, capitalismo, socialismo, comunismo, cristianismo, islamismo, budismo ou seja lá o que for, não são bons nem maus. Também, ficou patente que impor ideias pela força não resolve o problema da humanidade, logo, nenhum guerra seria justa. Ou melhor quem faz a guerra não tem razão, nenhum dos lados. Mas o que o homem  quer é impor ao outro  que a minha guerra é justa e a do injusta. Impor minha ideia, é justo.  Você, impor sua ideia, é injusto. Neste impasse a guerra não tem fim.
Mas a par disto, vem outra questão: Se minha ideia é a boa e minha guerra justa, toda forma de luta é justa, posso usar de todas as armas possíveis para defender meus sonhos e aí o terrorismo passa a ser uma forma justa de guerra. Aliás, mesmo nas guerras convencionais havia terrorismo, senão não se teria explicação para ataques surpresa que matassem guerreiros e não guerreiros e até quem ainda não nasceu.
Por isto, justificar-se o emprego das armas que se tem à mão. Não se trata aqui de saber se os sonhos são, bons ou seja lá o que for, porque o meu sonho é sempre bom o do outro é que não presta. Para impor um sonho, uma forma de vida ou um ideal, a chamada democracia, por exemplo, a classe dominante usa o aparelho do Estado ou seja a força através das leis, da policia, forças armadas. Corolário lógico: O uso  de forças não convencionais para combater um ideal e defender outro.
               Aqui entra uma  variante que os estudiosos preocupados em ir a outros planetas ou mesmo em gozar as benesses do capitalismo não pára para pensar. É a criação de um novo conceito de Estado. O califado, que não é novo, mas está vindo com nova roupagem. O conceito de um Estado sem território e sem povo definidos, mas onde quer que haja um cidadão que comungue com seus ideais se transforme em soldado deste Estado sem pátria cuja única caraterística principal é, não estando em lugar nenhum, estar em toda parte.
                É que o Ocidente não entendeu e, por esta razão mesmo, usa de estratégias e táticas ultrapassadas para combater o que eles convencionaram  chamar terrorismo.
                 Vai quebrar a cara e talvez seja o fim da tão decantada civilização ocidental. Séculos de pilhagem e sujeição se transformaram em século de ódio e revolta. Não se orgulha o Obama de ter matado Bin Laden? Pois que fruto colheu? Estão surgindo Bin Ladens dentro do próprio lar dos ocidentais. Mas o perverso, o bárbaro, o fanático é sempre o outro. Até quando estes caras vão pensar assim?